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Reforma e Acabamento

Impermeabilização em Obras no Litoral: Por Que é Mais Crítica do que Você Pensa

Saiba por que a impermeabilização é um dos itens mais importantes em obras no litoral catarinense e como garantir que seja executada corretamente.

Vivenda Construtora··6 min de leitura
Impermeabilização em Obras no Litoral: Por Que é Mais Crítica do que Você Pensa

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No litoral catarinense, a impermeabilização não é um item de acabamento — é uma questão estrutural. A exposição constante à maresia, com altas concentrações de cloretos no ar, acelera a deterioração de materiais e transforma falhas de impermeabilização em problemas estruturais graves e caros de corrigir.

No litoral catarinense — Balneário Camboriú, Itapema, Camboriú — a exposição ao ambiente marinho torna a impermeabilização não um item de acabamento, mas uma questão estrutural. Para entender onde a impermeabilização se encaixa no ciclo completo de uma obra, veja as Etapas da Construção de um Edifício Residencial.

Por Que o Litoral é Mais Exigente

A proximidade do mar cria um ambiente com alta concentração de cloretos no ar. Esses íons têm a capacidade de penetrar no concreto e atacar a armadura de aço, iniciando o processo de corrosão. Uma vez instalada, a corrosão expande o aço (que aumenta de volume ao enferrujar), fissura o concreto e compromete a integridade estrutural da edificação.

Além disso, a umidade relativa do ar é constantemente elevada, o que favorece a presença de água em interfaces construtivas (juntas, lajes, subsolos) que precisam de proteção reforçada.

Onde Impermeabilizar: Elementos Críticos

Lajes de Cobertura e Terraços

A laje de cobertura é o ponto de maior vulnerabilidade. Exposta diretamente à radiação solar e à água da chuva — além de apresentar variação térmica acentuada — exige sistema de impermeabilização com alta elasticidade e resistência UV.

Sistemas mais utilizados:

  • Manta asfáltica com acabamento em alumínio (reflexiva, reduz temperatura da laje)
  • Poliuréia aplicada a quente (alta resistência e flexibilidade)
  • Argamassa polimérica com tela de fibra de vidro (para lajes com pouco tráfego)

Subsolos e Paredes em Contato com Solo

Garagens e subsolos em contato com o lençol freático ou com solo úmido precisam de impermeabilização aplicada pelo lado externo (positivo) antes do aterro. Em reformas, onde o acesso externo não é possível, usa-se a impermeabilização pelo lado interno (negativo), com produtos cimentícios cristalizantes.

Áreas Molhadas: Banheiros, Cozinhas e Lavanderia

Vazamentos em apartamentos causam danos ao próprio imóvel e à unidade do andar inferior — gerando conflitos em condomínios e custos de reparo que facilmente ultrapassam o valor da impermeabilização correta original.

A norma NBR 9575 define os sistemas de impermeabilização e as áreas de aplicação obrigatória. O uso de mantas ou argamassas poliméricas com subida mínima de 30 cm nas paredes é obrigatório em banheiros e cozinhas.

Piscinas e Espelhos d'Água

Piscinas no litoral combinam dois fatores agressivos: contato permanente com água e exposição a cloretos. Sistemas de impermeabilização para piscinas precisam ser resistentes a cloro e raios UV, com flexibilidade suficiente para acompanhar pequenas movimentações estruturais.

Erros Comuns que Custam Caro

1. Impermeabilização aplicada sobre superfície úmida ou contaminada O substrato deve estar limpo, seco e sólido. Aplicação sobre concreto com poeira, desmoldante ou umidade compromete a aderência e invalida qualquer garantia.

2. Ausência de subida nas paredes A impermeabilização que vai apenas no piso do banheiro e não sobe na parede permite que a água penetre pela interface piso-parede — exatamente onde ocorre a maioria dos vazamentos.

3. Uso de produto inadequado para a exposição Há sistemas para uso interno, externo, exposto ao sol e submerso. Usar o produto errado no local errado é garantia de falha prematura.

4. Não testar a estanqueidade antes do acabamento Toda impermeabilização deve ser testada com prova d'água (alagamento por 72 horas) antes da aplicação do revestimento. Esse teste é barato quando feito antes — e muito caro quando descoberto depois.

Quanto Custa Não Impermeabilizar Corretamente

Uma impermeabilização bem executada representa entre 1% e 3% do custo total de uma obra. Um reparo de impermeabilização — que exige retirada de revestimento, correção do sistema e reaplicação de acabamento — pode custar de 5 a 15 vezes mais do que o correto teria custado na obra nova.

No litoral, esse custo é ainda mais elevado, porque os danos se manifestam mais rapidamente e com mais intensidade.

Se você está planejando um edifício residencial no litoral e quer entender o processo completo — da incorporação à construção —, comece pelo nosso Guia Completo de Incorporação Imobiliária.


A Vivenda Construtora executa impermeabilização em obras residenciais e comerciais no litoral catarinense, com profissionais habilitados e sistemas que atendem às normas técnicas vigentes.

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Perguntas Frequentes

Por que a impermeabilização é mais crítica no litoral catarinense?

A proximidade do mar cria alta concentração de cloretos no ar, que penetram no concreto e atacam a armadura de aço — acelerando a corrosão e comprometendo a integridade estrutural. Além disso, a umidade relativa do ar constantemente elevada aumenta o risco de infiltrações em interfaces construtivas.

Quais são as áreas obrigatórias de impermeabilização em um edifício?

As áreas críticas são: lajes de cobertura e terraços, subsolos e paredes em contato com solo, banheiros, cozinhas e lavanderias (com subida mínima de 30 cm nas paredes, conforme NBR 9575) e piscinas ou espelhos d'água.

O que acontece se a impermeabilização for executada de forma inadequada?

Infiltrações em banheiros causam danos ao imóvel e à unidade do andar inferior, gerando conflitos condominiais e custos de reparo de 5 a 15 vezes maiores que o custo da impermeabilização correta original. No litoral, os danos se manifestam mais rapidamente e com maior intensidade.

Qual o custo da impermeabilização em relação ao custo total da obra?

Uma impermeabilização bem executada representa entre 1% e 3% do custo total da obra. Um reparo posterior — que exige retirada de revestimento, correção do sistema e reaplicação de acabamento — pode custar de 5 a 15 vezes mais do que teria custado na obra nova.

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